sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

QUANTO VALE UMA CRIANÇA NA BULGÁRIA?


QUANTO VALE UMA CRIANÇA NA BULGÁRIA?
A face maligna das liberdades


"Iliana foi para a Grécia grávida. Quando voltou, disse que o bebê morreu no parto". Mas em seu gueto cigano na Bulgária, ninguém é enganado: a criança foi vendida do outro lado da fronteira.

"É muito difícil provar os fatos. As mulheres são vítimas, mas muitas vezes são elas que tentam vender um bebê e não cooperam para que se possa acusar os traficantes", suspira Ivan Kirkov, chefe da promotoria de Burgas, cidade ao lado do mar Negro.

A legislação grega em matéria de adoção favorece esta atividade criminosa. E aceita as adoções "privadas" com base em um acordo de firma reconhecida com a mãe biológica.

"Três ou quatro traficantes controlam o mercado grego", vendendo "5 ou 6 bebês por mês", afirma Plamen Dimitrov, um cigano de Burgas encarregado do transporte das mães a Atenas.

O chefe da quadrilha embolsa, segundo ele, cerca de 12.700 euros por transação, dos quais 3.500 euros (R$ 15,7 mil) ficam para a mãe biológica. Na Bulgária, o salário médio é de 470 euros por mês.


Fonte:
Isto É

http://www.istoe.com.br/assuntos/semana/3

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

O Colapso do Sistema

O Colapso do Sistema



Se você rapidamente e apenas superficialmente der uma olhada nas principais publicações, revistas ou jornais impressos ou na rede, vai constatar uma série de situações caóticas e isso se tratando só de nosso país. Você perceberá que, não importa em qual região do Brasil more, os problemas vão de coisas corriqueiras até grandes tragédias.

Ruas esburacadas, postes quase caindo, rede elétrica antiga e sem manutenção, tubulações velhas e antigas que explodem gás ou água, estradas sem asfalto e que parecem solo lunar, cobranças indevidas de impostos, taxas e pedágios por todos os lados, sujeira em várias formas nas ruas, avenidas, rios, praias e mares, falta de iluminação decente nas ruas, drogas, roubos, furtos e violências diversas. Estes são os menores.

Corrupção em todos os níveis políticos e empresariais, relações internacionais impróprias e ridículas, crise financeira generalizada, “pedaladas” fiscais, mais impostos sobre o consumo que somente destrói os recursos dos que têm menos, multinacionais sanguessugas com o aval governamental, empreendimentos estatais faraônicos superfaturados e sem prazo de encerramento, rompimento de represas, crise na pesca, falta de água, meio ambiente que não possibilita o progresso interno, queda da renda e do poder de compra dos cidadãos, desemprego, falta de investimentos nas áreas vitais de tecnologias, defesa e educação de qualidade. Estes são alguns dos maiores e a lista pode continuar.

É claro que qualquer pessoa que pensa apenas um pouco sabe que quando multiplicamos em série e diariamente as mesmas falhas de gestão, a mesma logística sem lógica, a mesma administração inconsequente, a falta de percepção do macro, de prevenção e de previsão concreta, quando usamos material de péssima qualidade nas obras, quando permitimos que a doença da corrupção institucionalizada una-se ao “DNA” do sistema e quando não temos a coragem de cortar o mal definitivamente pela sua raiz, os resultados são o colapso do sistema.

Este colapso é só a ponta do iceberg em prejuízos financeiros, em demolição da economia, em perdas de vidas, em enfraquecimentos dos laços comerciais internacionais, no aumento da violência generalizada, na crise familiar, no contorno da Lei, na impunidade geral, no crescimento do abismo social entre os poucos que tem e a maioria dos que menos tem, no aumento da imoralidade em detrimento da verdadeira liberdade responsável, na excessiva busca por direitos pessoais sem se cumprir deveres e assim por diante.

O sistema de vida e social no qual vivemos não suporta uma carga tão pesada de sucessivos erros como o que permitimos acontecer por tanto tempo, e, por isso, os resultados desse impacto é proporcional ao mal que geramos. Quase tudo o que vemos tanto nos noticiários como em nossa observação diária é o colapso do sistema e nada mais. Após o colapso vem o caos.

Só na ilusão da evolução é que o caos cria ordem e harmonia cósmica, mas na vida real, a insistência nos erros gerenciais da vida e dos recursos que estão à nossa disposição cria colapso, depois o caos, e o caos não de dissipa com facilidade. É preciso uma poderosa intervenção para que ele cesse seu rastro de destruição. Podemos evitar tudo isso se usarmos as ferramentas certas com antecipação..




Carlos Carvalho
Teólogo e Cientista Social

Janeiro de 2016

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Soneto de Fim de Ano


Soneto de Fim de Ano

O tempo passa mesmo
O tempo não recua
O tempo não anda a esmo
E não faz curva

O tempo é o bem que temos
O tempo é o mal que perdemos
O tempo nunca vai retornar
Mas ainda temos algum pra gastar

É preciso responder à sábia pergunta:
O que faremos do tempo que ainda não usamos?
Porque a vida e o tempo fazem permuta

Assim, o tempo será teu amigo
Porque nele nós sempre nos movemos
Único companheiro sempre contigo

Carlos Carvalho

Dezembro de 2015
www.carloskcarvalho.blogspot.com

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

A vida me ensinou... (Charles Chaplin)


A vida me ensinou...

A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração;

Sorrir às pessoas que não gostam de mim,

Para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam;

Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;

Calar-me para ouvir; aprender com meus erros.

Afinal eu posso ser sempre melhor.

A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.

A ser forte quando os que amo estão com problemas;

Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho;

Ouvir a todos que só precisam desabafar;

Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;

Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão;

Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor;

A alegrar a quem precisa;

A pedir perdão;

A sonhar acordado;

A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);

A aproveitar cada instante de felicidade;

A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;

Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas", embora nem sempre consiga entendê-las;

A ver o encanto do pôr-do-sol;

A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;

A abrir minhas janelas para o amor;

A não temer o futuro;

Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.

Charles Chaplin (1889 – 1977)


quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Viver - Charles Chaplin


VIVER

“Cada um tem de mim exatamente o que cativou, e cada um é responsável pelo que cativou, não suporto falsidade e mentira, a verdade pode machucar, mas é sempre mais digna.
Bom mesmo é ir à luta com determinação.
Abraçar a vida e viver com paixão.
Perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem se atreve e a vida é muito para ser insignificante.
Eu faço e abuso da felicidade e não desisto dos meus sonhos.
O mundo está nas mãos daqueles que têm coragem de sonhar e correr o risco de viver seus sonhos.”



Charles Chaplin (1889-1977)

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Dia da Consciência Negra


Dia da Consciência Negra


O Dia Nacional da Consciência Negra é celebrado, no Brasil, em 20 de novembro. Foi criado em 2003 e instituído em âmbito nacional mediante a lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011, sendo considerado feriado em cerca de mil cidades em todo o país e nos estados de Alagoas, Amazonas, Amapá, Mato Grosso e Rio de Janeiro por completo através de decretos estaduais. Em estados que não aderiram a lei, a responsabilidade é do prefeito, que decide se haverá o feriado no município. A ocasião é dedicada à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.


A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de "Zumbi dos Palmares", em 1695. Sendo assim, o Dia da Consciência Negra procura remeter à resistência do negro contra a escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte de africanos para o solo brasileiro (1549).