sexta-feira, 17 de junho de 2016

Desenvolvimento pessoal



“Que todo indivíduo tenha a oportunidade de desenvolver os dons que nele possam estar latentes. Somente assim ele poderá lograr a satisfação que lhe cabe por justiça; e somente assim a comunidade poderá alcançar sua mais rica florescência. Pois tudo o que é realmente grandioso e inspirador é criado pelo indivíduo que pode trabalhar em liberdade.”


Albert Einstein

quinta-feira, 16 de junho de 2016

16 de junho - Dia da Criança Africana


16 de junho – Dia da Criança Africana

Tema do Dia da Criança Africana: "Todos juntos para uma ação urgente em favor das crianças de rua"

Nova Iorque/Addis Abeba, 16 de junho – Milhares de crianças na África estão enfrentando a violência, a exploração e o abuso todos os dias. A situação é especialmente dura para as crianças que vivem e trabalham nas ruas.

Por ocasião do 21º Dia da Criança Africana, o UNICEF apelou aos governos para que reforcem os sistemas de apoio que fornecem as bases para um ambiente mais protetor nas famílias e nas comunidades para manter as crianças seguras e fortalecer as capacidades familiares, por meio da oferta de cuidados de saúde e sociais básicos, além da promoção da educação.

"Essas crianças já foram obrigadas a abandonar a proteção das suas casas para ser submetidas a riscos ainda maiores nas ruas", disse Anthony Lake, diretor executivo do UNICEF. "No Dia da Criança Africana – e todos os dias –, temos de fazer todo o possível para abordar as razões por que tantas crianças são separadas de suas famílias e investir em novos esforços para protegê-las, não importando onde elas vivam", reiterou Lake.

A pobreza, os conflitos armados, o HIV/aids e a mudança climática, bem como a violência doméstica, têm forçado mais e mais crianças a deixar suas casas para viver e trabalhar nas ruas, expostas à violência e à exploração. Muitas outras acabam em situações de exploração em menos visíveis, trabalhando em famílias, nas fazendas, nas minas ou mesmo em grupos armados.

Na África ao sul do Saara, cerca de 50 milhões de crianças perderam um ou ambos os pais, quase 15 milhões dos quais devido ao HIV. Algumas delas são forçadas a crescer por conta própria, com limitado ou nenhum apoio de tutores adultos. A África ao sul do Saara tem as maiores taxas de trabalho infantil no mundo, com mais de um terço das crianças de 5 a 14 anos sendo explorado em situações duras de trabalho.

"A questão das crianças que trabalham e vivem nas ruas das cidades africanas é apenas a face visível de violações em grande escala dos direitos", disse Agnès Kaboré Ouattara, presidente do Comitê Africano de Especialistas sobre os Direitos e Bem-Estar da Criança. "Isso é consequência de fatores socioeconômicos, tais como a pobreza, explosão demográfica, migração rural-urbana, crises políticas, bem como de problemas interpessoais, tais como violência e rejeição em famílias desestruturadas”, disse Ouattara.

Esses desafios reforçam a necessidade de fortalecer o papel das famílias e comunidades na promoção e proteção da saúde das crianças. Como consequência, os governos, com o apoio de parceiros, precisam investir recursos adequados nas comunidades rurais desfavorecidas para reduzir as disparidades entre regiões e grupos de renda, bem como enfrentar a discriminação baseada no gênero, idade, etnia, entre outros fatores.

Nos últimos anos, vários países africanos conseguiram ganhos importantes na implementação de uma estrutura de direitos da criança e do adolescente. Muitos países introduziram mecanismos de proteção social, incluindo as transferências de renda, que desempenham um papel fundamental no apoio às famílias vulneráveis e evitam que crianças saiam de suas casas para trabalhar.

O UNICEF está colaborando com os governos em todo o continente para criar um ambiente protetor, tanto na promoção de programas de assistência social quanto no engajamento em defesa das crianças contra a exploração e o abuso.

Nota do editor
O Dia da Criança Africana comemora um marco: em 1976, em Soweto, África do Sul, milhares de crianças em idade escolar saíram às ruas para protestar contra a qualidade inferior de sua educação e exigir o seu direito de aprender em sua própria língua. Nas duas semanas de protestos, milhares de meninos e meninas ficaram feridos e mais de cem foram mortos. Para honrar a memória dos mortos e a coragem de todos aqueles que marcharam, o Dia da Criança Africana passou a ser comemorado em 16 de junho de cada ano desde 1991

Fonte: UNICEF

ABAN Brasil

Preparativos para nossa festa de julho





Trabalhos Diários




terça-feira, 14 de junho de 2016

Dia Mundial de Conscientização da Violência contra o Idoso - 15 de junho

15 de JUNHO, DIA MUNDIAL DE CONSCIENTIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA A PESSOA IDOSA

Raimunda Silva d’ Alencar1
Fernanda Silva d’Alencar2
Priscila Souza Silva3


É indiscutível que vivemos sob a égide dos grandes avanços tecnológicos, com impactos significativamente favoráveis à melhoria da qualidade de vida, maior longevidade e padrões de bem-estar não vividos anteriormente. Técnicas de intervenção no corpo, equipamentos para diagnósticos cada vez mais eficientes, medicamentos eficazes, são recursos aperfeiçoados dia a dia, de modo a prevenir doenças, prolongar a vida e aumentar a autonomia de quem envelhece.

Apesar desses avanços, as relações sociais, que poderiam acompanhá-los naquilo que significam de melhor, expressam-se cada vez mais fragilizadas e revelam a cumplicidade de pessoas e instituições com o descaso, o abandono e maus tratos contra pessoas, tanto no domicílio quanto fora dele, sinalizando absoluto despreparo para lidar com questões da existência humana, sejam físicas ou psíquicas, que vão do nascimento à morte.

Esse despreparo tem levado o homem a viver altos graus de insegurança, de incertezas e situações de extremo desconforto, provocados pelo descaso, maus-tratos, violação de direitos e, até mesmo, barbárie, gerando um conjunto de sofrimentos absolutamente desnecessários e absurdos, mas que se avolumam dia após dia, ainda que sejam minimizados, ou até pareçam invisíveis.

A violência contra o idoso é uma dessas graves barbáries, iniciada quando a sociedade fragiliza as relações e desvaloriza a pessoa idosa, levando-a a perder a oportunidade de participação, pelo simples julgamento de que é lento, incapaz, ultrapassado, influenciando o modo como o próprio idoso vê e pensa a vida e a si próprio. Essa violência ganha um aspecto diferente e, até certo ponto, dramático, considerando tratar-se de indivíduo para quem as possibilidades de ascensão social já foram fechadas e o sentido de destino e de esperança já foi perdido.

Preocupada com essas e outras situações, a Organização das Nações Unidas (ONU), em parceria com o International Network for the Prevention of Elder Abuse (INPEA) declarou, em 2006, o dia 15 de junho como o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, cuja reivindicação foi iniciada na Declaração de Toronto, no Canadá, em 2002, quando se definiu um Plano Internacional de Prevenção da Violência contra a Pessoa Idosa, e o Brasil foi signatário. É importante assinalar que não se trata de uma data para comemorar, mas para conscientizar/sensibilizar a população de que existem pessoas idosas, provavelmente próximas a cada um de nós, sendo tratadas com descaso, e de forma sub-humana, violentadas minuto a minuto, tanto por familiares quanto por instituições que deveriam protegê-las.

A explicação para as causas dessa violência quase sempre está circunscrita ao ambiente doméstico. Ainda que aí ocorram, não se pode minimizar a participação da sociedade como um todo, incluindo o Estado, quando se ausenta de cumprir a responsabilidade com a infra-estrutura urbana e com os serviços de saúde devidamente equipados e capazes de garantir uma velhice digna e ativa, de que tanto registram documentos e discursos.

Expressando-se de variadas formas, essa violência deriva tanto da base estrutural (políticas que retiram gradualmente o poder de compra, quando reduzem índices de reajuste das aposentadorias, por exemplo), quanto institucional (aplicação/redução ou desvios de recursos por gestores públicos nas políticas sociais de saúde e assistência, ou não qualificam os recursos humanos) e interpessoal (interações e relações cotidianas).

Essas expressões se manifestam mais corriqueira e intensamente no abuso financeiro/econômico, quando familiares e amigos usam os recursos financeiros e patrimoniais dos idosos de forma ilegal, não consentida; no abuso, violência e maus tratos físicos e psicológicos, quando fere, podendo incapacitá-lo/levá-lo à morte, ou quando agride, humilha, aterroriza, limita a liberdade e isola-o da convivência social; no abandono, pela omissão (governamental e institucional, incluindo a família) na prestação de assistência; na negligência/autonegligência, quando há omissão/recusa de cuidados básicos.

A crescente manifestação de violência e maus tratos a esse segmento, associada à insegurança, falta de proteção e apoio social, contribuem para o agravamento de doenças na velhice, sobrecarregam o sistema de saúde e, como consequência, comprometem o atendimento e fragilizam ainda mais a sua qualidade de vida.
Embora o Estatuto do Idoso (Lei 10741/2003) determine que casos de suspeitas ou confirmação de violência contra o idoso sejam obrigatoriamente comunicados pelos profissionais de saúde, isto ainda não ocorre, fazendo com que não haja notificação ou os casos sejam subnotificados e o idoso continue, silenciosamente, sofrendo sem também denunciar, pelo medo de perder totalmente os laços afetivos com a família, em muitos casos já fragilizados. DESCONFIE DE CONTUSÕES, HEMATOMAS, QUEIMADURAS, FRATURAS, DESCUIDO COM A HIGIENE, DESIDRATAÇÃO E DESNUTRIÇÃO.

O Núcleo de Estudos do Envelhecimento, sensível à situação na área do entorno da UESC, conclama a todos para a importância da notificação dos casos suspeitos ou confirmados de violência contra a pessoa idosa. Afinal, a notificação significa um ato de cuidado e pode poupar um idoso de mais sofrimento. Não notificar, ou não denunciar, é omissão de responsabilidade. Para denunciar, basta acionar: Ministério Público, Conselho do Idoso, Defensoria Pública e Delegacias, nos seus municípios. Em Itabuna, Bahia, o Conselho Municipal do Idoso funciona à Rua Monsenhor Moisés, 27 e o telefone é: 3212 6513.

NOTIFIQUE, DENUNCIE
NÃO SEJA CUMPLICE DA VIOLENCIA CONTRA O IDOSO


1 Professora Assistente da UESC, Núcleo de Estudos do Envelhecimento (r_alencar2@yahoo.com.br).
2 Enfermeira de Saúde da Família, Especialista em Gerontologia pela UESC. Colaboradora do Núcleo de Estudos do Envelhecimento (dalencar09@hotmail.com)
3 Enfermeira de Saúde da Família, Especialista em Gerontologia pela UESC. Colaboradora do Núcleo de Estudos do Envelhecimento

ABAN Brasil

Dia Mundial do Doador de Sangue - 14 de junho